Às vésperas da entrada em vigor das novas normas de trânsito em Sidrolândia, prevista para esta quarta-feira, a revolta da população só aumenta. As mudanças, que transformam diversas ruas em mão única, estão sendo duramente criticadas por moradores, comerciantes, motoristas de carreta, entregadores, taxistas e motoristas de aplicativo.
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| Foto: CMN |
Nas redes sociais, o sentimento é de indignação. Moradores afirmam que a medida foi anunciada sem tempo hábil para adaptação e sem a sinalização adequada, o que pode gerar confusão, infrações involuntárias e até acidentes. A crítica principal é que alterações desse porte não podem ser impostas “de um dia para o outro”.
“Melhorias são necessárias, mas nada acontece da noite para o dia. É preciso tempo para a população se adequar e entender as mudanças”, relatam moradores. Muitos destacam que, antes da entrada em vigor, deveria haver um período educativo, com orientação aos motoristas e sinalização correta nas vias.
Comerciantes alertam para prejuízos imediatos, afirmando que a dificuldade de acesso pode afastar clientes e impactar negativamente o comércio local, especialmente em regiões como a São Bento e ruas adjacentes. Segundo eles, a decisão foi tomada sem ouvir quem vive do movimento diário da cidade.
Diante do cenário, cresce o pedido por uma audiência pública, envolvendo a população em geral, comércio, motoentregadores, taxistas, motoristas de aplicativo, motoristas de carreta e empresários. Para eles, ouvir todos os setores antes de aplicar as mudanças é essencial. “Isso é democracia: ouvir o povo antes de decidir”, defendem.
Uma enquete realizada pela reportagem mostra que a maioria da população é contrária às novas normas da forma como foram anunciadas, reforçando que o problema não é a mudança em si, mas a falta de diálogo, planejamento e tempo de adaptação.
A reportagem tentou contato com o prefeito Rodrigo Basso para comentar as críticas e o pedido de audiência pública, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.
Com a implantação marcada para esta quarta-feira, Sidrolândia vive um clima de tensão, cobrança e forte pressão popular por diálogo, transparência e respeito à população.
Redação/CMN


